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quem faz yoga não bloga

Chato 2.0 ou Webchato

Pode reparar, os chatos nessa época de internet apresentam todos ou a maioria dos seguintes comportamentos: 

- MSN sempre “ocupado”. Interessante como alguém pode ficar no msn e ocupado ao mesmo tempo durante todo o dia. Isso quando não fica offline o tempo todo. 

- Email com confirmação de leitura. Grandes chances de que venha marcado como alta prioridade. Mesmo que o conteúdo seja um arquivo .pps ou  alguma piada que  perdeu a graça em 1998.

- Perfil vazio no Orkut, só para fuçar sem ser visto. Agora, que muita gente bloqueia o conteúdo apenas para amigos, os webchatos desabilitam a opção do bina. Só para não serem detectados. Claro, o que mais frustra um webchato é não poder reclamar que tanta gente fuça seu perfil e ele, ‘tadinho, nunca vê o perfil de ninguém.

- Ainda sobre Orkut, uma curiosidade sobre os comprometidos: se for homem, a foto do avatar traz o casal abraçado e com cara de vou-fazer-um-teste-em-Malhação; se for mulher, uma foto de lado, à la Gisele, ou como se tivesse sido tirada na seleção de Brazil’s Next Top Model.

 

- Frase extraída de sublivros que tentaram imitar “O Pequeno Príncipe”, de alguma letra do Jota Quest ou de algum artista (?!?) de gosto igualmente duvidoso.

- Manda pedido de atenção no MSN.

- Usa o BuddyPoke e ainda faz campanha para os amigos usarem também, mas ignora Facebook e twitter. Envia recado com imagem ou animação (principalmente com musicas de, digamos, artistas citados acima). Abusa de sites que mandam mensagens coletivas.

- Pega um novo vírus numa base semanal e então infesta fóruns, comunidades e MSNs perguntando como desinfectar.

- Tem um blog, envia o link para todos a todo momento e comenta em vários outros blogs, só para fazer propaganda  do seu próprio blog. Pede que todo amigo (ou nem tanto) “deixe um recado”. Versões mais perigosas têm fotologs e/ou videoblogs. Curiosamente, webchatos não têm podcasts  ;)

- Trata o Google como preservativo ou cinto de segurança: sabe que é necessário e que funciona, mas raramente usa.

Pode ter certeza, você chegou até aqui por meio de algum webchato.

Arquivado como:The Observer, comportamento, informática, papo-furado, web 2.0 , ,

The Observer – I

No caminho para casa, numa avenida que divide duas cidades, uma Variant meio verde (estava escuro) ia, sem a menor pressa, à minha frente.

No porta-molas, uma frase espirituosa em bom caipirês: "É VEIA MAI TÁ PAGA" (sim, frase com caps lock!).

Isso, por sua vez, me relembrou de uma conversinha ouvida sem querer, juro!, no último sábado, quando eu saboreava o meu merecido chope no Fritz. Ei-la:

- Porque nem todo mundo é que nem nóis. Nego por aí financia em 200 vezes e não tá nem aí.

- Complicado…

- Aí passeia de carrão novo, mas ninguém sabe a pindaíba em que tá.

- É…

- Nóis não. Nóis financia em 26 meses…

A conversa ainda incluiu um cara que comprou um carrão importado todo mexido e o emprestou ao pai, um manobrista no Guarujá, que se envolveu num acidente. Pela lógica dos interlocutores, o pecado do rapaz era ser filho de manobrista e ter carro importado.

Depois, um dos brilhantíssimos rapazes contou como funciona a linha de montagem da Mercedes-Benz. Mas no meio da explicação o meu camarada voltou do Badezimmer, e continuamos no chope e na nossa conversa, que nem de longe foi tão divertida aos outros quanto foi para nós, ao contrário da conversa dos brilhantíssimos.

Arquivado como:The Observer, comportamento

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